Deus era com José
Na trajetória de José, registrada em Gênesis 37–50, percebe-se com clareza que a soberania de Deus não é anulada pela maldade humana. Vendido como escravo por seus próprios irmãos, injustamente acusado na casa de Potifar e esquecido na prisão, José experimentou sucessivas situações em que o mal parecia prevalecer. Contudo, o texto bíblico revela que “o Senhor era com José” (Gn 39.2,21), indicando que a presença divina não o livrou do sofrimento, mas o sustentou nele. Cada etapa dolorosa foi usada por Deus como preparação, moldando o caráter, a fé e a maturidade espiritual de José para responsabilidades maiores.
O ponto culminante dessa história encontra-se na declaração de Gênesis 50.20: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem”. Essa afirmação não nega a realidade do pecado cometido pelos irmãos, mas destaca que Deus é capaz de redirecionar intenções malignas para cumprir Seus propósitos redentores. Na vida cristã, essa verdade oferece consolo e esperança: Deus continua agindo mesmo quando não compreendemos Seus caminhos. A história de José nos ensina que o Senhor transforma dor em instrumento de bênção, não apenas para o indivíduo, mas para muitos, reafirmando que Sua providência é maior do que qualquer injustiça sofrida.