Quando Deus Escolhe o que o Mundo Despreza
Era uma vez uma cidade simples e quase invisível no mapa da Palestina: Nazaré. Localizada na Galileia, a mais setentrional das três províncias romanas, situava-se entre o rio Jordão, a leste, e o mar Mediterrâneo, a oeste. Embora próxima de montes importantes como o Tabor e o Carmelo, Nazaré estava escondida em um vale elevado, cerca de 366 metros acima do nível do mar, distante dos grandes centros religiosos, políticos e econômicos.
Nos arredores da cidade havia um monte íngreme, com um desfiladeiro perigoso. Foi para esse lugar que os homens da sinagoga conduziram Jesus, tomados pela ira, com a intenção de lançá-lo abaixo. Contudo, o evangelho registra de forma sóbria e poderosa: “Jesus, porém, passando pelo meio deles, retirou-se” (Lc 4.30). Mesmo rejeitado em sua própria terra, Ele não estava fora do controle do Pai.
Por ser pequena, isolada e sem prestígio, Nazaré era alvo de desprezo. A pergunta de Natanael expressa bem esse sentimento comum: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46). No entanto, o tempo revelou a miopia desse julgamento. O Filho de Deus viveu ali por muitos anos, a ponto de ser conhecido como “o Nazareno” (Lc 18.37). Aquilo que o mundo considerava insignificante tornou-se cenário da maior história de redenção já contada. A resposta de Filipe continua ecoando como um convite atemporal: “Vem e vê” (Jo 1.46).
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